On brûlera tout(es) les deux en enfer, mon ange...
Ary Scheffer, The Ghosts of Paolo and Francesca Appear to Dante and Virgil, 1835 Public domain "...mais je veux partir avec toi je veux mourir dans tes bras" (Pomme) É difícil crer, ainda mais do ponto de vista cristão, que o amor, tão central nessa religião, possa ser causa de condenação. No entanto, assim ele é tido por muitos autores da tradição cristã, desde o medievo, com Agostinho, Tomás de Aquino, Dante Alighieri, até a contemporaneidade, com C.S. Lewis. Naturalmente, para se safarem nessa empreitada de acusar o amor, dividiram-no, usaram palavras diferentes, e as tomaram do grego gentil, para distinguir manifestações do mesmo amor - o amor de amigos, o amor de familiares, o amor de namorados e o amor de deus. Nas línguas modernas, não existe essa diferenciação de significante - a mesma forma pode comunicar diferentes sentidos, a depender do contexto. Foram além, e dividiram o amor de namorados¹ em dois, o ordenado e o desordenado (mas relativo a quê?): o que gera fel...