Estigma e verdade no conto O Barbante, de Guy de Maupassant
"A gente nasce só e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado". Creio ter Rachel de Queiroz dito a frase. Mas é uma verdade constatável por qualquer um. Na antiguidade, Aristóteles já declarara ser o homem um animal político e, por isso, sociável. Na Bíblia, o próprio Jeová afirmara não ser bom o homem estar só. As ciências também nos esclarecem -- e notável foi no período pandêmico -- que a alienação social compromete a saúde do corpo e da mente. Portanto, não se julgue o indivíduo que procura integrar-se no coletivo. Aliás, essa é, até onde sei, a demanda ( queste ) do herói em qualquer mito e em qualquer tragédia -- em que, no mínimo, há alguma tensão entre essas duas realidades, a individual e a coletiva. Se não for em todos os mitos nem em todas as tragédias, que se cite apenas uma, e já se comprove: Antígona. Essa também é a "tragédia" n' O Barbante , conto de Guy de Maupassant. Deixemos de lado sua associação específic...